POESIAS AO ACASO: um livro escrito por uma parceria poética que há cinco anos compõe poesias para corações que amam ou já amaram.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Lamaçal
Lamaçal...
Jogar toda água do céu para fora,
E castigar a terra.
No campo, árvores apressadamente arrancadas!
Raiz morta!
Terra dolorida...
Chão devastado,
Amor sem guarida!
Com uma manta a mãe envolve seu filho,
O mais um
desprotegido...
E na ilustração do mundo,
Gasta fiéis, sacrifícios desmerecidos.
Porque no mundo tudo foi destinado a ser lama.
Tudo é natureza ou pranto!
Tudo é só aparência...
Sacrifícios, fiéis e o desencanto!
De Magela/Carmem Teresa Elias
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
HAVIA UM CARA
Naquele vez
Na viagem de sexta feira
Dia de cabeça cheia
Não é que havia um cara
Do meu lado
No metrô.
E pela conversa dele _
O mesmo blá, blá ,blá de sempre_
Logo, logo percebi
Que seu nome era Povo.
Personificação ingrata
Quando não se atém à
identidade
A cara fica estranha...
Ora alegre, ora triste
Olhando pra tudo e
Para nada...
Meio perdido no vagão.
E quando falava
Bem, aí ele parecia saber de
tudo:
As últimas dicas quentes do
telejornal
Aquelas coisas de temperatura
mundial
Política e visita papal
Começava um raciocínio
Sobre isso e aquilo
Postura crítica
Análise fria
Mas em vez de completar
Pouco depois se perdia.
Não finalizava...
Ficava na meia palavra
No livro fechado
No título do jornal
Rebatia assim:
Homem em sociedade
É complicado,
Politizado, laico, bem
conectado
A par de tudo!
E pensando em flores
Sonhando com um pouco de paz,
Olhava o santo do lado.
De MAGELA E CARMEM TERESA ELIAS
quarta-feira, 24 de julho de 2013
POR QUÊ?
Por quê?
Escrevemos
Porque amamos
Escrevemos
Porque sabemos que amamos
Escrevemos
Porque entendemos que amamos
Não existe amor
sozinho
Logo, a Poesia é Sentimento
De quem ama...
E seu avesso
É só tristeza
Carmem Teresa Elias e De Magela
Poesias
Foto de Carmem Teresa Elias
( caminho de pedras em Paraty)
sábado, 20 de julho de 2013
BRILHO
BRILHO
Imagens são
breves visões...
Para quem
captura tanto sentimento no peito,
E o transforma
em palavras que o mundo fala,
Descreve,
entende e guarda.
Por outra
estética:
Vejo bem perto o
brilho que emana na essência do belo
Na proximidade
capaz do recontar consciente,
Na chama certa
de cada palavra.
É por isso que
amo o mais belo de ti... palavra que alucina.
O mais belo de
mim... esse sol longínquo de ondas claras
Que como os teus
olhos, com exatidão, se aproxima
E dita a poesia
de cada dia como a mais rara
Ninguém me
escreve tão bem quanto a ti!
Ninguém visita
meus quilombos reclusos em águas e matas
Ninguém estampa
com tantas flores amarelas e vermelhas
A luz, a vida, e
a graça que dançam cirandas em Paraty.
Carmem teresa Elias & De Magela Poesias
Foto de Carmem T. Elias
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
FILÉ DE VIOLA
Dia de feira...
Andar, comprar frutas, legumes e peixe.
Há um prato quente que escondo na cartola,
Conhece o filé de viola...?
Além do corte tem magia...
Mandinga do molho de tomate, pimenta do reino, coentro e pimentão.
Vai do lado, purê de bata, arroz...
E salada de agrião.
Vou livre, leve e solta
Calça jeans bordado e com lacinhos...
Camiseta do reino da Zuazilândia,
Sandálias de couro em tiras.
Dia de feira não é dia de pequerepequê!
Estou indo, só volto daqui a duas horas...
Nada de funk, opera, futebol e ballet,
Merece sacrifício saborear um filé.
De Magela e Carmem Teresa Elias
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
SE EU FOSSE O SEU AMOR
Se eu fosse o seu amor,
Sentir-me-ia encantado...
Porque você completa o meu verso
E a vida faz tanto bem quando só isso acontece.
Se eu simplesmente fosse...
Teria cuidado ao tocar seus cabelos macios.
Teria o mesmo cuidado para beijar seus lábios...
E empreender as viagens que os corpos sempre fazem.
Não me contentaria em ser como o vento...
Quando toca, acarinha e beija o mar
Com a suavidade das almas apaixonadas!
E na infinita essência do perfume ousaria mais
Sabendo da mortalidade que tem as mãos quando tocam.
Sabendo que os sonhos são mais eternos quando se tornam reais!
De Magela e Carmem Teresa Elias
( no livro POEMAS PARA A ADOLESCÊNCIA PRIMEIRA )
fotografia por Carmem Teresa Elias
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
MENU
MENU
Pranzerò e, oggi è giorno caldo.
Presto chiederò un'ode alle parole frementi
Affinchè essere capite possano
Quando al tempo saranno servite.
Per il dessert : un sorbetto con gusto di nostalgia
La stessa nostalgia di freddo e ghiaccio...
La stessa sensazione...
Di quando m'hai detto addio e sei partito.
Forse qualsiasi cosa di così freddo doveva venire insieme a qualcosa di bollente
Ma io mi servirò di tuo calore con pianto freddo:
Ciliegie sole addolcite all'amaro.
Ancora una volta il gusto lasciato al tramonto dell'amore!
Oggi fa il caldo delle parole inghiottite senza addio
Parole bevute alla folia e temperatura ambiente!
Quando delle lacrime se aspira una vita piena di illusioni
Rimane in bocca il gusto sentito delle scelte.
DE MAGELA E CARMEM TERESA ELIAS
Versão para o italiano por Carmem Teresa Elias
Pranzerò e, oggi è giorno caldo.
Presto chiederò un'ode alle parole frementi
Affinchè essere capite possano
Quando al tempo saranno servite.
Per il dessert : un sorbetto con gusto di nostalgia
La stessa nostalgia di freddo e ghiaccio...
La stessa sensazione...
Di quando m'hai detto addio e sei partito.
Forse qualsiasi cosa di così freddo doveva venire insieme a qualcosa di bollente
Ma io mi servirò di tuo calore con pianto freddo:
Ciliegie sole addolcite all'amaro.
Ancora una volta il gusto lasciato al tramonto dell'amore!
Oggi fa il caldo delle parole inghiottite senza addio
Parole bevute alla folia e temperatura ambiente!
Quando delle lacrime se aspira una vita piena di illusioni
Rimane in bocca il gusto sentito delle scelte.
DE MAGELA E CARMEM TERESA ELIAS
Versão para o italiano por Carmem Teresa Elias
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
CARDÁPIO
Vou almoçar e, hoje o dia está quente.
Logo pedirei uma ode às palavras frementes.
Para que sejam entendidas
Quando servidas ao tempo.
De sobremesa: um sorvete com versos de saudade.
A mesma saudade fria e gelada...
A mesma sensação...
Que ficou quando disseste adeus e partiste.
Talvez algo tão gelado mereça estar acompanhado de algo fervente,
Mas servir-me-ei de teu calor com um pranto frio,
Simplesmente cerejas adocicadas no amargor.
Repetindo o sabor que ficou do amor quando a noite caiu!
Hoje o dia está quente pelas palavras engolidas sem despedida.
Bebidas ao desatino e à temperatura ambiente!
Quando a vida é de lágrima sorvida, e cheia de ilusões...
O paladar dá um tempo pelas escolhas sentidas
CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA
domingo, 2 de outubro de 2011
DEFINIÇÕES AQUARIANAS
Meu confronto é envolver-me contigo
Sem comprometer minha alma!
Ter que fixar esta caricatura de amor...
E ao final ter que negar.
Dizer a todos que é mais uma imitação,
De quem quer ver num aquário, a ilustração do mar!
Que quero envolver-me com suas águas, e pelo medo...
Ter-me aprisionado e naufragar!
A imunidade que seu amor desperta,
Me faz viver mais do que sentir...
Se pela imitação, desfruto o vazio
Te amo cada dia mais sem ter que refletir...!
É que minha liberdade aceita seu espanto,
E toda sua inquietação.
Confronto maior seria, se estes meus versos
Não tivessem um coração.
De Carmem Teresa Elias e De Magela
09/2011 – Contexto:
Definíamos a personalidade de uma pessoa de aquário; que buscam desesperadamente a liberdade, não querendo ser capturadas, nem comprometer sua alma livre.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
MINHA TRISTEZA TRAGO NO VERSO
Estou triste e é na madrugada que sinto dor.
Não é uma tristeza que se possa recompor...!
Não é uma saudade que doa apressada,
Sem fazer o barulho e quase nada!
Minha tristeza trago nos versos...
Que alma à dentro, a ninguém eu revelo,
Dos amores que me foram em vão...
Da falta que até hoje tenho e peço.
Na frieza da noite um mistério eu escondo:
Minha amada se faz calada e de meu amor nem sabe onde.
Por isso, venho a ti rosa aberta da estrada.
Para rogar-te um afago, um olhar, um trago, sua voz acalentada!
Porque de perto posso sentir o conforto do seu perfume...
E nesta noite, não mais a lua ouvirá a madrugada ressoar os meus queixumes!
De Magela e Carmem Teresa Elias
LA BELLE ÉPOQUE
La Belle Époque!!!
Você sabia que tenho as roupas até hoje...
Daquela festa e aquele baile de estilo requintado
Un petit pas en La Vie en Rose?
Tenho as plumas e rendas importadas de Paris...
Chapéus coloridos e os trages de valsas...
Vestíamos a sensação e... voávamos
No mezzanino....no grande salão.
Eu pensava que aquele tempo não passaria jamais.
Não acabaria a leveza dos sortilégios à porta da Colombo...
A imensa clarabóia no teto...
Ainda sinto a sensação de romance.
Ainda sinto o cheiro daqueles doces portugueses!
Ainda vejo a fumaça saindo das xícaras de chás
E a delicia de ver você chegar.
CARMEM TERESA E DE MAGELA
PARTO DA PALAVRA

Parto da palavra!
Qualquer palavra que faça a junção
Sem técnica especifica.
Que possa unir novidade e você.
Um surto tão natural que me dar dor e vontade...!
Que acontecendo só se explica assim:
Sofro do mal da sua saudade!
Da dor generalizada de não poder lhe ter.
Parto da palavra, porque ela me leva ao extremo.
E ela que mostra ao mundo esta parte fragmentada de mim.
Chegando a histeria e partindo do nada...
Quando perco o contato comigo e lembro-me da lua amada.
Me desculpe ter tantas partes!
Por não ter identidade e a mente aliviada.
Juntar nos dois é juntar o amor
Partir de palavras em plena madrugada.
De Magela e Carmem Teresa Elias.
domingo, 3 de julho de 2011
APRISIONADA
Se fico romântico,
Chego a realidade cheio de "eus".
Trazendo-os aprisionado,
Entre os tolos sentimentos meus!
Todos querendo falar ao mesmo tempo:
Da sofreguidão; da alegria...
Do chorar e da indiferença...
Que verbaliza esta pena vazia.
Sei que não é apenas a dor que sinto que me faz assim!
Pois é a mesma dor que tu reservas para ti:
No amplo sentido, que há na palavra existir.
Quando palavras verdejando sensação...
Transpassam o que há em nós...!
Aí é que eu vivo preso
Sem soltar a minha voz.
De Magela e Carmem Teresa Elias
BRIGA DE TRAVESSEIRO, PAINEIRA E A SAUDADE
...Já viu a paineira florida lá no fundo do quintal?
Nós não temos mais o tempo que tínhamos,
Mas olhando-a toda florida...
Posso dizer que não existe igual.
Lembra das nossas travessuras...?
Quando brincávamos de esconderijo em seus galhos...
Lembra quando escrevi o seu nome...?!
Na altura de seu ombro?
Lembra quando apanhamos muito
Por brincar de guerra de travesseiro
Espalhando as painas pelo chão...?!
Naquela época, a primavera tinha cor de flores
E a saudade ainda era toda rosa...
Nossos passos eram leves
Entre a maciez dos frutos que pegávamos
E a vó gritava lá fora:
Corre , corre, colhe tudo antes do vento !!
Que Saudade!
Como era bom o teu sorriso colorindo o tempo!
( CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
A MENINA E A ROSA
Quando escrevo
Sei que não sou pertinente quando escrevo...
Que guardo palavras em pequenos segredos,
Temendo que a felicidade possa ir depressa embora.
E o que escrevo não depende de beleza, por ser aquele instante mágico,
Em que a perfeição fala à clareza dos versos de outrora.
Sei.
Sei descrever sem qualquer léxico!
Sei de fato que, posso ser eu mesmo, se você fizer parte do conceito.
Sei que o amor não tem compromisso certo e vive sem nexo!
E que ninguém o entende direito...
Sei que quando acordo, sinto seu cheiro antecipando a manhã...!
Como um café quente exalando palavras a procura de encanto...!
Ensaiando o beijo com sabor dos lábios seus e,
Misturando coisas tolas, só para dizer o quanto te amo.
Sei que é assim que a minha vida faz sentido!!!
Completando em pensamento cada detalhe que antes havia esquecido...
Sei que não sou pertinente ao descobrir nos seus olhos e na luz que vem surgindo:
A beleza, o gosto e o gozo das flores que vão se abrindo...
De Carmem Teresa Elias e De Magela
(Imagem obtida no Google com o tema: a menina e a rosa)
terça-feira, 28 de junho de 2011
CINQUENTA
Cinquenta
O que mais te assusta...
A velhice ou cinqüenta motivos para viver?
Perguntou a menina com uma Barbie na mão...
Não soube o que responder.
Quem de nós os tem assumido?
O medo de não ter mais aqueles gracejos...
Beijar na rua... Sair a esmo mais cedo...?
Sinto-me jovem, mas algo parece errado.
Quantos anos desejo ter?
Treze? Vinte e cinco? Trinta e cinco?
Para que eu mesmo saiba...
O que devo responder?
O Tempo não me pega!
Faço dele minha melhor brincadeira
E essa mania de querer viver
Fazer um conto e relatar besteira.
Com que idade se deseja o amor?!
Quando o temos em nós o apogeu?
Quando ficamos chatos, escondendo a crise?!
Não é assim o amor ao lado seu? ...
Que idade temos quando nos encontramos e estamos juntos?
Que medida de tempo define a precisão do sentimento?
Não sei. Sei que tenho cinqüenta motivos para amar
E viver sem desculpas.
De Magela e Carmem Teresa Elias
O que mais te assusta...
A velhice ou cinqüenta motivos para viver?
Perguntou a menina com uma Barbie na mão...
Não soube o que responder.
Quem de nós os tem assumido?
O medo de não ter mais aqueles gracejos...
Beijar na rua... Sair a esmo mais cedo...?
Sinto-me jovem, mas algo parece errado.
Quantos anos desejo ter?
Treze? Vinte e cinco? Trinta e cinco?
Para que eu mesmo saiba...
O que devo responder?
O Tempo não me pega!
Faço dele minha melhor brincadeira
E essa mania de querer viver
Fazer um conto e relatar besteira.
Com que idade se deseja o amor?!
Quando o temos em nós o apogeu?
Quando ficamos chatos, escondendo a crise?!
Não é assim o amor ao lado seu? ...
Que idade temos quando nos encontramos e estamos juntos?
Que medida de tempo define a precisão do sentimento?
Não sei. Sei que tenho cinqüenta motivos para amar
E viver sem desculpas.
De Magela e Carmem Teresa Elias
DETURPAÇÃO
Deturpação
A certeza das coisas boas convive com a natureza e os animais...
É o que permite aprender a compreender o mundo.
E mais a essência divina do ser...
Quando tudo anda aos anseios por ai.
Entendo as razões do mar.
Entendo as razões da lua...
Das matas, dos desertos e das estrelas...
Mas, não entendo a sua formosura ...
Essa matéria sorrida que dá curva ao relevo da terra,
Palavras africanas que soam bem, mas não dizem o que há na guerra.
Guerra ou benção divina sobre a relva?
Por que falar do meu amor da a sensação de respingos com o frescor da simplicidade...?
Não há explicação no universo para o marulho dos teus olhos encontrando os meus...
O que dizem ao silêncio em uma forma tão soberana!
É de tão perto que percebo que o brilho das estrelas é uma deturpação...
Quando intensamente se ama.
De Magela e Carmem Teresa Elias
A certeza das coisas boas convive com a natureza e os animais...
É o que permite aprender a compreender o mundo.
E mais a essência divina do ser...
Quando tudo anda aos anseios por ai.
Entendo as razões do mar.
Entendo as razões da lua...
Das matas, dos desertos e das estrelas...
Mas, não entendo a sua formosura ...
Essa matéria sorrida que dá curva ao relevo da terra,
Palavras africanas que soam bem, mas não dizem o que há na guerra.
Guerra ou benção divina sobre a relva?
Por que falar do meu amor da a sensação de respingos com o frescor da simplicidade...?
Não há explicação no universo para o marulho dos teus olhos encontrando os meus...
O que dizem ao silêncio em uma forma tão soberana!
É de tão perto que percebo que o brilho das estrelas é uma deturpação...
Quando intensamente se ama.
De Magela e Carmem Teresa Elias
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