quinta-feira, 7 de julho de 2011

PARTO DA PALAVRA



Parto da palavra!
Qualquer palavra que faça a junção
Sem técnica especifica.
Que possa unir novidade e você.


Um surto tão natural que me dar dor e vontade...!
Que acontecendo só se explica assim:
Sofro do mal da sua saudade!
Da dor generalizada de não poder lhe ter.




Parto da palavra, porque ela me leva ao extremo.
E ela que mostra ao mundo esta parte fragmentada de mim.
Chegando a histeria e partindo do nada...
Quando perco o contato comigo e lembro-me da lua amada.


Me desculpe ter tantas partes!
Por não ter identidade e a mente aliviada.
Juntar nos dois é juntar o amor
Partir de palavras em plena madrugada.




De Magela e Carmem Teresa Elias.

domingo, 3 de julho de 2011

APRISIONADA


Se fico romântico,



Chego a realidade cheio de "eus".


Trazendo-os aprisionado,


Entre os tolos sentimentos meus!






Todos querendo falar ao mesmo tempo:


Da sofreguidão; da alegria...


Do chorar e da indiferença...


Que verbaliza esta pena vazia.






Sei que não é apenas a dor que sinto que me faz assim!


Pois é a mesma dor que tu reservas para ti:


No amplo sentido, que há na palavra existir.






Quando palavras verdejando sensação...


Transpassam o que há em nós...!


Aí é que eu vivo preso


Sem soltar a minha voz.





De Magela e Carmem Teresa Elias

BRIGA DE TRAVESSEIRO, PAINEIRA E A SAUDADE


...Já viu a paineira florida lá no fundo do quintal?



Nós não temos mais o tempo que tínhamos,


Mas olhando-a toda florida...


Posso dizer que não existe igual.






Lembra das nossas travessuras...?


Quando brincávamos de esconderijo em seus galhos...


Lembra quando escrevi o seu nome...?!


Na altura de seu ombro?






Lembra quando apanhamos muito


Por brincar de guerra de travesseiro


Espalhando as painas pelo chão...?!






Naquela época, a primavera tinha cor de flores


E a saudade ainda era toda rosa...


Nossos passos eram leves


Entre a maciez dos frutos que pegávamos






E a vó gritava lá fora:


Corre , corre, colhe tudo antes do vento !!


Que Saudade!

Como era bom o teu sorriso colorindo o tempo!


( CARMEM TERESA  ELIAS E DE MAGELA)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A MENINA E A ROSA




Quando escrevo


Sei que não sou pertinente quando escrevo...
Que guardo palavras em pequenos segredos,
Temendo que a felicidade possa ir depressa embora.
E o que escrevo não depende de beleza, por ser aquele instante mágico,
Em que a perfeição fala à clareza dos versos de outrora.


Sei.
Sei descrever sem qualquer léxico!
Sei de fato que, posso ser eu mesmo, se você fizer parte do conceito.
Sei que o amor não tem compromisso certo e vive sem nexo!
E que ninguém o entende direito...




Sei que quando acordo, sinto seu cheiro antecipando a manhã...!
Como um café quente exalando palavras a procura de encanto...!
Ensaiando o beijo com sabor dos lábios seus e,
Misturando coisas tolas, só para dizer o quanto te amo.






Sei que é assim que a minha vida faz sentido!!!
Completando em pensamento cada detalhe que antes havia esquecido...
Sei que não sou pertinente ao descobrir nos seus olhos e na luz que vem surgindo:
A beleza, o gosto e o gozo das flores que vão se abrindo...






                   De Carmem Teresa Elias e De Magela



(Imagem obtida no Google com o tema: a menina e a rosa)

terça-feira, 28 de junho de 2011

CINQUENTA

Cinquenta








O que mais te assusta...

A velhice ou cinqüenta motivos para viver?

Perguntou a menina com uma Barbie na mão...

Não soube o que responder.



Quem de nós os tem assumido?

O medo de não ter mais aqueles gracejos...

Beijar na rua... Sair a esmo mais cedo...?

Sinto-me jovem, mas algo parece errado.







Quantos anos desejo ter?

Treze? Vinte e cinco? Trinta e cinco?

Para que eu mesmo saiba...

O que devo responder?





O Tempo não me pega!

Faço dele minha melhor brincadeira

E essa mania de querer viver

Fazer um conto e relatar besteira.





Com que idade se deseja o amor?!

Quando o temos em nós o apogeu?

Quando ficamos chatos, escondendo a crise?!

Não é assim o amor ao lado seu? ...





Que idade temos quando nos encontramos e estamos juntos?

Que medida de tempo define a precisão do sentimento?

Não sei. Sei que tenho cinqüenta motivos para amar

E viver sem desculpas.





                         De Magela e Carmem Teresa Elias

DETURPAÇÃO

Deturpação








A certeza das coisas boas convive com a natureza e os animais...

É o que permite aprender a compreender o mundo.

E mais a essência divina do ser...

Quando tudo anda aos anseios por ai.





Entendo as razões do mar.

Entendo as razões da lua...

Das matas, dos desertos e das estrelas...

Mas, não entendo a sua  formosura ...





Essa matéria sorrida que dá curva ao relevo da terra,

Palavras africanas que soam bem, mas não dizem o que há na guerra.

Guerra ou benção divina sobre a relva?

Por que falar do meu amor da a sensação de respingos com o frescor da simplicidade...?





Não há explicação no universo para o marulho dos teus olhos encontrando os meus...

O que dizem ao silêncio em uma forma tão soberana!

É de tão perto que percebo que o brilho das estrelas é uma deturpação...

Quando intensamente se ama.





                                De Magela e Carmem Teresa Elias

sexta-feira, 17 de junho de 2011

TRINTA PALAVRAS

TRINTA PALAVRAS








Calo-me ante a quietude dos exageros meus!
Intrinsecamente o cotidiano traz uma variante em contemplação...
E com extravagância, talvez,
Ou simples articulação...


Que ainda vale a pena lhe dizer:
Sol, mar,  e o nexo...
Amarelo, vislumbrante, textura...
Desespero, quietude, e de repente, você!


Não sei a exatidão em que falta o desapego,
Se nossas vidas são tão iguais.
Será que a tendência é que juntos, viraremos mar.
O mar eu amo ..você tenho medo;


De qualquer modo vale a pena dizer:
Entendo sei jeito franco, o sortilégio, a exatidão, o regresso:
Paraíso, tendência, o essencial, sonhos,ainda peço:
 Mar, sol, acaso e Você.


Cadencia: há palavras que não posso lhe dizer:
Imperceptível, desconforto, moldura, permanência,
Vidas iguais, arrancar da sensação, vivacidade na contemplação.
Parece exagero!Tudo que tenho a dizer resume-se em o sol, o mar e você...


               De Magela e Carmem Teresa Elias

MORRE E SOFRE O DESENCANTO



Não, definitivamente não há explicação plausível!

Só a vontade de ficar só...

Pés e olhos cerrados no chão,

Buscando uma palavra que não está no coração.



Verdade é; quero te olhar, ler e decodificar...

Até perder a coerência dos fatos,

Até perder o juízo e

Não aceitar mais ser o seu oposto, inusitado...



Na tua saudade perco o fio da meada!

As palavras rolam pelos cantos

Busco aleatoriamente o teu corpo

Mas, a poesia na primeira estrofe, morre e sofre o desencanto.



És a melhor idéia para escrever!

A palavra mais forte que poderia expressar!

O luar mais intenso que eu vá encontrar.



Mas a inspiração é velocidade que não se alcança

Dom que não me deixa à vontade...

Lenitivo que nunca se importa

Com apego, melancolia lirismo e a saudade.


                  De Carmem Teresa Elias e De Magela

DESCASO

Descaso – a formosura de um verso






Escrevemos por impulso quando o coração está desenfreado;

Por aflição, se o poema surge do nada...

Na condução, no restaurante,

Em pé, e no silêncio da madrugada.



Escrevemos qualquer momento lírico.

Na dificuldade, no contentamento, muitas vezes sem palavras

A demonstrar a paúna da alma inchada...

E o seu sofrimento.



Chega à aflição rápido demais e não dá tempo de apontar.

Assim vem logo uma inquietação...!

Inflável feito balão

E a mente não quer gravar.



Agora, quando sai o grito, escrevemos mais reformados...

Em Copacabana ou no Leblon, associando às escondidas,

Pensamentos desfigurados,

E levamos o caderninho de lado.



Não tem contexto a formosura de um verso!

Se quem o escreve, inscreve o instante!

O que nos faz gostar mais...

É assim que nos reencontramos, e sentimos o bastante.



Escrever nos vem da dor e do viver...

Catarse e redenção.

No alívio da sua paz...

E não são os poetas o que mais desprezamos...?





O que odiamos é o descaso.

Pois sabendo que o amor e dor caminham juntos.

Para decodificarem o que está escrito, não basta sentir

É preciso sonhar sem refletir.





De Magela e Carmem Teresa Elias.





(Ele dizia que escrever vem da dor, eu dizendo que vinha do impulso. Brigamos. Ponderamos... juntamos tudo).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOCE ENTREGA

DOCE ENTREGA


A entrega mais doce

É o espargir do perfume das flores



Sedução impalpável

Como Almas a libertar-se do corpo

A expandir beleza na forma de amores

Perfumes de flores

São sonhos, da vida são sabores



As flores se doam

Além de si...



Êxtase

De aroma

A cada novo botão...



 
 
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

TRAGA-ME UMA IDEIA DE SÓ PENSAR EM VOCÊ



Traga-me uma ideia...



Que não seja um ímpeto por escrever.


É minha proposta! Porque nem toda vida cabe num verso...


E a vida é melhor contida em você.






Mas, para dizer que quero te amar, prefiro uma palavra que ninguém conheça...


Sem desdobrar na filosofia: busca de pensamento.


Fazendo com que o verbo, não seja uma ação em nosso acaso, necessitando de elucidação...


Ama-me sem ensinamento!






Porque é assim que as flores revestem desertos...


É assim que uma abundância de neves cobrirá suas areias,


Se o amor for pensado e tão certo


É sentido mais forte do que sangue nas veias.






Traga-me a ideia de só pensar em você!


Já que suas palavras têm o mel da doçura...


Da fuga, sonho e medo...


Porque o amor em si, já é uma loucura.



De Magela e Carmem Teresa Elias

AMOR SE CRIA















O amor se cria...

Das próprias histórias que criamos.

De palavras que usamos, todas às vezes, que o inventamos...

Como um acaso num achado que não se liga.


E que aos poucos...

Separamos e juntamos,

Em nossos momentos vividos,

Quando em nós o silêncio vive mais íntimo.


Esqueça a lua apaixonada!

Alma gêmea nem sempre é o par ideal.

Nem sempre consegue transpor a ilusão

Numa emoção, e sentir.


Solte a voz na poesia e,

Componha novamente.

Quando disser que me ama,

Será o amor criando o amor mais eloquente!




Carmem Teresa Elias e De Magela

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MANHÃS DE AMORAS

MANHÃS DE AMORAS


Toda manhã surge instintivamente...

Luz sem pretensão

Invasão por mero acaso



O horizonte não faz distinção de horas

Saboreia a maturação do tempo

Como flores que esperam os frutos no pomar



A colheita virá...

Azul e vermelho se desdobram no olhar

Certeza anunciada!



O sabor das amoras se espalha no ar

E os sumos do dia se devoram

Com o gosto de um  momento único



Assim também se faz o seu beijo:

Instinto sem pretensão

Acaso que amadurece em paixão!

                                                                              

quarta-feira, 30 de março de 2011

CONTENTE LIBERTO A FALA



Contente liberto a fala
Na luz de seus olhos,

Versos perfeitos não existem!
Nem tão pouco na calma do mar...
Ou no sossego da boca.


O que existe é a leveza de um desejo...
Que ousa compreender...
Se essa vontade, louca,não se completa na poesia
Essa vontade sinto de você.


Meu amor não se restringe a declarações...
E a poesia não se sacia com mais palavras.
Como corpos que ansiam por mais emoções,
Almejam esses olhos, os segredos de minha alma.



É na sutileza desse olhar...
Que liberto contente a fala.
Você é todo mistério que em mim pulsa
E que, às vezes, no silêncio molhando lágrimas
É meu êxtase que a vida não cala.





                        De Magela e Carmem Teresa Elias

O 'ATÉ LOGO' ESPERA



O Até logo espera...Esta é minha primeira versão do que sinto...
Na maior parte da vida, tentei.
Mas hoje vim buscar rimas...
Fazer uso delas e te achei.




Posso agora externar idéias,
Dizer que os sonhos não mentem.
Pois ambos persistimos...
Procurando vitoria  além da correria.


Um dia...
Já terei dito todas as palavras.
Não mais irei retocá-las...
Ouvir não mais se fará necessário.
Terei você. Terá sentido.



Quando há entrega...
A vida fica imbatível e espreita condições que não se pondera.
Esta é a minha primeira versão...
Com você tudo faz sentido e o “até logo!”, espera.



                   De Magela e Carmem Teresa Elias
                                ( Imagem Google)

segunda-feira, 28 de março de 2011

DESEJOS (DE SEUS BEIJOS)

Queria te beijar agora...
Não com um beijo comum,
Que se dá a qualquer hora,
Descabido de emoção.


Que fosse como o beijar suave que se dá às flores: sem a intenção!
Na mesma suavidade de manhãs circulando penhascos:
Inesperadamente, como pássaros alçando voo;
Naturalmente, porque é assim que me doo.


Em seus lábios o amor  proclama desejos...
É como um dia amanhecendo, inconsequente:
Luz de corpos escondidos em versos;
Flor se abrindo à espera deste beijo.


É sublime a tarde quando o sentimento vive leve na brisa...
No peito, o desejo; brasa que sempre arde e não se sacia na investida.
Mas, cujo toque no coração deixa lembrança...
E o saciar nunca concretiza.

Deixa na pele das manhãs
A certeza
Dos vales em euforia!

               Carmem Teresa Elias e De Magela

terça-feira, 15 de março de 2011

A PALAVRA POÉTICA

Um texto em parceria virtual
para homenagear todos os poetas
No DIA DA POESIA

Carmem Teresa e Walter de Arruda



A PALAVRA POÉTICA

 

Com

Esses traços

Ternos e enigmáticos...

Que escrevestes nas palmas

De minhas mãos...... Nas linhas da Vida

E nos sulcos dos caminhos...

Vicinais que margeiam bosques...

Florestas, casinhas bucolicas...

Entre plantações floridas

De campos eternos

Que percorrem

O horizonte...

Dos nossos Corações...


 
Desejos

E anseios

Espremidos

Entre falas... Pagãs

Rituais... Danças mundanas

De uma poesia que quer conhecer

A si pelos olhares múltiplos

De toda uma vida...

Hora de voltar

A compor

E voar...



A palavra poética

É mais que uma dádiva,

Mais que um louvor das falas,

Carrega uma bênção misteriosa

Vive íntrinseca ao silencio

E à combinação audivel

 
É emoção, desatino,

Desafio com destino próprio

D'alma no coração...



Divino

Verbo exaurido

A conjugar expressão

Em meio a rituais primitivos

De buscas significativas

Passa dança mundana

Nos mais sonoros elos


Criação

Composição

Reinvenção do Si místico

Até conhecer o Verso

Espargindo olhares

Múltiplos

Da vida...

Alí

A Música

Voa acordes

Melódicos... e desperta

As estrelas ao sol

Sonhando pleno

Meio dia...

***
google/imagens



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ONDE ?



Onde?
Onde mais posso encontrar,
Essa vontade louca que não quer calar...?
Dos mistérios, além, tem o que em palavras
Nenhuma resposta carece ocupar.



Assim vivo errante...
Sem um discurso elegante.
Percorrendo versos sem nomear os sonhos,
Libertando melodias para reger a vida!



Nada transforma mais o silêncio do que a sua voz!
É quando a saudade que sinto desafina.
Nas notas altas compõe sinfonias...
Recados mal escritos quando a noite desatina.



O que sinto chega a ser um tormento:
Louca vontade encontrando-se com a sorte.
Sem requerer mais, qualquer sentimento..
Desafia no amor a própria morte!





                            Carmem Teresa Elias e De Magela

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ESPERA

Espera




Fico sempre a sua espera...
Na espreita fanática do vento,
Que persegue seu cheiro,
Em uma imagem tão conhecida.

Visto-me com flores...
Ornamento e perfume de outrora,
Na ânsia discreta que me escolhas,
Como os jasmins entre as rosas.




















Não há amor que não entenda
O fanatismo desta hora...
É assim que justifico esse sentimento
Louco e fervoroso, sem rumo e sem forma!


Como pétala solta mesclando-se no tempo...
No fantástico rodopio que o amor destroça.
Na lembrança de seu abraço e do seu beijo
Que a saudade não conforta.




                                                                     






                            

              Carmem Elias e De Magela
                                                  
                                              ( Imagens Google)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011