quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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Pranzerò e, oggi è giorno caldo.

Presto chiederò un'ode alle parole frementi
Affinchè essere capite possano
Quando al tempo saranno servite.


Per il dessert : un sorbetto con gusto di nostalgia
La stessa nostalgia di freddo e ghiaccio...
La stessa sensazione...
Di quando m'hai detto addio e sei partito.


Forse qualsiasi cosa di così freddo doveva venire insieme a qualcosa di bollente
Ma io mi servirò di tuo calore con pianto freddo:
Ciliegie sole addolcite all'amaro.
Ancora una volta il gusto lasciato al tramonto dell'amore!


Oggi fa il caldo delle parole inghiottite senza addio
Parole bevute alla folia e temperatura ambiente!
Quando delle lacrime se aspira una vita piena di illusioni
Rimane in bocca il gusto sentito delle scelte.


                                DE MAGELA E CARMEM TERESA ELIAS
                               Versão para o italiano por Carmem Teresa Elias

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CARDÁPIO


Vou almoçar e, hoje o dia está quente.
Logo pedirei uma ode às palavras frementes.
Para que sejam entendidas
Quando servidas ao tempo.

De sobremesa: um sorvete com versos de saudade.
A mesma saudade fria e gelada...
A mesma sensação...
Que ficou quando disseste adeus e partiste.


Talvez algo tão gelado mereça estar acompanhado de algo fervente,
Mas servir-me-ei de teu calor com um pranto frio,
Simplesmente cerejas adocicadas no amargor.
Repetindo o sabor que ficou do amor quando a noite caiu!


Hoje o dia está quente pelas palavras engolidas sem despedida.
Bebidas ao desatino e à temperatura ambiente!
Quando a vida é de lágrima sorvida, e cheia de ilusões...
O paladar dá um tempo pelas escolhas sentidas





CARMEM TERESA ELIAS E DE MAGELA

domingo, 2 de outubro de 2011

DEFINIÇÕES AQUARIANAS



Meu confronto é envolver-me contigo

Sem comprometer minha alma!

Ter que fixar esta caricatura de amor...

E ao final ter que negar.



Dizer a todos que é mais uma imitação,

De quem quer ver num aquário, a ilustração do mar!

Que quero envolver-me com suas águas, e pelo medo...

Ter-me aprisionado e naufragar!



A imunidade que seu amor desperta,

Me faz viver mais do que sentir...

Se pela imitação, desfruto o vazio

Te amo cada dia mais sem ter que refletir...!



É que minha liberdade aceita seu espanto,

E toda sua inquietação.

Confronto maior seria, se estes meus versos

Não tivessem um coração.



De Carmem Teresa Elias e De Magela



09/2011 – Contexto:

Definíamos a personalidade de uma pessoa de aquário; que buscam desesperadamente a liberdade, não querendo ser capturadas, nem comprometer sua alma livre.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MINHA TRISTEZA TRAGO NO VERSO






Estou triste e é na madrugada que sinto dor.


Não é uma tristeza que se possa recompor...!


Não é uma saudade que doa apressada,


Sem fazer o barulho e quase nada!






Minha tristeza trago nos versos...


Que alma à dentro, a ninguém eu revelo,


Dos amores que me foram em vão...


Da falta que até hoje tenho e peço.






Na frieza da noite um mistério eu escondo:


Minha amada se faz calada e de meu amor nem sabe onde.


Por isso, venho a ti rosa aberta da estrada.






Para rogar-te um afago, um olhar, um trago, sua voz acalentada!


Porque de perto posso sentir  o conforto do seu perfume...


E nesta noite, não mais a lua ouvirá a madrugada ressoar os meus queixumes!



De Magela e Carmem Teresa Elias

LA BELLE ÉPOQUE





La Belle Époque!!!



Você sabia que tenho as roupas até hoje...

Daquela festa e aquele baile de estilo requintado

Un petit pas en La Vie en Rose?



Tenho as plumas e rendas importadas de Paris...

Chapéus coloridos e os trages de valsas...

Vestíamos a sensação e... voávamos

No mezzanino....no grande salão.




Eu pensava que aquele tempo não passaria jamais.

Não acabaria a leveza dos sortilégios à porta da Colombo...

A imensa clarabóia no teto...




Ainda sinto a sensação de romance.

Ainda sinto o cheiro daqueles doces portugueses!

Ainda vejo a fumaça saindo das xícaras de chás

E a delicia de ver você chegar.




 CARMEM TERESA E DE MAGELA

PARTO DA PALAVRA



Parto da palavra!
Qualquer palavra que faça a junção
Sem técnica especifica.
Que possa unir novidade e você.


Um surto tão natural que me dar dor e vontade...!
Que acontecendo só se explica assim:
Sofro do mal da sua saudade!
Da dor generalizada de não poder lhe ter.




Parto da palavra, porque ela me leva ao extremo.
E ela que mostra ao mundo esta parte fragmentada de mim.
Chegando a histeria e partindo do nada...
Quando perco o contato comigo e lembro-me da lua amada.


Me desculpe ter tantas partes!
Por não ter identidade e a mente aliviada.
Juntar nos dois é juntar o amor
Partir de palavras em plena madrugada.




De Magela e Carmem Teresa Elias.

domingo, 3 de julho de 2011

APRISIONADA


Se fico romântico,



Chego a realidade cheio de "eus".


Trazendo-os aprisionado,


Entre os tolos sentimentos meus!






Todos querendo falar ao mesmo tempo:


Da sofreguidão; da alegria...


Do chorar e da indiferença...


Que verbaliza esta pena vazia.






Sei que não é apenas a dor que sinto que me faz assim!


Pois é a mesma dor que tu reservas para ti:


No amplo sentido, que há na palavra existir.






Quando palavras verdejando sensação...


Transpassam o que há em nós...!


Aí é que eu vivo preso


Sem soltar a minha voz.





De Magela e Carmem Teresa Elias

BRIGA DE TRAVESSEIRO, PAINEIRA E A SAUDADE


...Já viu a paineira florida lá no fundo do quintal?



Nós não temos mais o tempo que tínhamos,


Mas olhando-a toda florida...


Posso dizer que não existe igual.






Lembra das nossas travessuras...?


Quando brincávamos de esconderijo em seus galhos...


Lembra quando escrevi o seu nome...?!


Na altura de seu ombro?






Lembra quando apanhamos muito


Por brincar de guerra de travesseiro


Espalhando as painas pelo chão...?!






Naquela época, a primavera tinha cor de flores


E a saudade ainda era toda rosa...


Nossos passos eram leves


Entre a maciez dos frutos que pegávamos






E a vó gritava lá fora:


Corre , corre, colhe tudo antes do vento !!


Que Saudade!

Como era bom o teu sorriso colorindo o tempo!


( CARMEM TERESA  ELIAS E DE MAGELA)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A MENINA E A ROSA




Quando escrevo


Sei que não sou pertinente quando escrevo...
Que guardo palavras em pequenos segredos,
Temendo que a felicidade possa ir depressa embora.
E o que escrevo não depende de beleza, por ser aquele instante mágico,
Em que a perfeição fala à clareza dos versos de outrora.


Sei.
Sei descrever sem qualquer léxico!
Sei de fato que, posso ser eu mesmo, se você fizer parte do conceito.
Sei que o amor não tem compromisso certo e vive sem nexo!
E que ninguém o entende direito...




Sei que quando acordo, sinto seu cheiro antecipando a manhã...!
Como um café quente exalando palavras a procura de encanto...!
Ensaiando o beijo com sabor dos lábios seus e,
Misturando coisas tolas, só para dizer o quanto te amo.






Sei que é assim que a minha vida faz sentido!!!
Completando em pensamento cada detalhe que antes havia esquecido...
Sei que não sou pertinente ao descobrir nos seus olhos e na luz que vem surgindo:
A beleza, o gosto e o gozo das flores que vão se abrindo...






                   De Carmem Teresa Elias e De Magela



(Imagem obtida no Google com o tema: a menina e a rosa)

terça-feira, 28 de junho de 2011

CINQUENTA

Cinquenta








O que mais te assusta...

A velhice ou cinqüenta motivos para viver?

Perguntou a menina com uma Barbie na mão...

Não soube o que responder.



Quem de nós os tem assumido?

O medo de não ter mais aqueles gracejos...

Beijar na rua... Sair a esmo mais cedo...?

Sinto-me jovem, mas algo parece errado.







Quantos anos desejo ter?

Treze? Vinte e cinco? Trinta e cinco?

Para que eu mesmo saiba...

O que devo responder?





O Tempo não me pega!

Faço dele minha melhor brincadeira

E essa mania de querer viver

Fazer um conto e relatar besteira.





Com que idade se deseja o amor?!

Quando o temos em nós o apogeu?

Quando ficamos chatos, escondendo a crise?!

Não é assim o amor ao lado seu? ...





Que idade temos quando nos encontramos e estamos juntos?

Que medida de tempo define a precisão do sentimento?

Não sei. Sei que tenho cinqüenta motivos para amar

E viver sem desculpas.





                         De Magela e Carmem Teresa Elias

DETURPAÇÃO

Deturpação








A certeza das coisas boas convive com a natureza e os animais...

É o que permite aprender a compreender o mundo.

E mais a essência divina do ser...

Quando tudo anda aos anseios por ai.





Entendo as razões do mar.

Entendo as razões da lua...

Das matas, dos desertos e das estrelas...

Mas, não entendo a sua  formosura ...





Essa matéria sorrida que dá curva ao relevo da terra,

Palavras africanas que soam bem, mas não dizem o que há na guerra.

Guerra ou benção divina sobre a relva?

Por que falar do meu amor da a sensação de respingos com o frescor da simplicidade...?





Não há explicação no universo para o marulho dos teus olhos encontrando os meus...

O que dizem ao silêncio em uma forma tão soberana!

É de tão perto que percebo que o brilho das estrelas é uma deturpação...

Quando intensamente se ama.





                                De Magela e Carmem Teresa Elias

sexta-feira, 17 de junho de 2011

TRINTA PALAVRAS

TRINTA PALAVRAS








Calo-me ante a quietude dos exageros meus!
Intrinsecamente o cotidiano traz uma variante em contemplação...
E com extravagância, talvez,
Ou simples articulação...


Que ainda vale a pena lhe dizer:
Sol, mar,  e o nexo...
Amarelo, vislumbrante, textura...
Desespero, quietude, e de repente, você!


Não sei a exatidão em que falta o desapego,
Se nossas vidas são tão iguais.
Será que a tendência é que juntos, viraremos mar.
O mar eu amo ..você tenho medo;


De qualquer modo vale a pena dizer:
Entendo sei jeito franco, o sortilégio, a exatidão, o regresso:
Paraíso, tendência, o essencial, sonhos,ainda peço:
 Mar, sol, acaso e Você.


Cadencia: há palavras que não posso lhe dizer:
Imperceptível, desconforto, moldura, permanência,
Vidas iguais, arrancar da sensação, vivacidade na contemplação.
Parece exagero!Tudo que tenho a dizer resume-se em o sol, o mar e você...


               De Magela e Carmem Teresa Elias

MORRE E SOFRE O DESENCANTO



Não, definitivamente não há explicação plausível!

Só a vontade de ficar só...

Pés e olhos cerrados no chão,

Buscando uma palavra que não está no coração.



Verdade é; quero te olhar, ler e decodificar...

Até perder a coerência dos fatos,

Até perder o juízo e

Não aceitar mais ser o seu oposto, inusitado...



Na tua saudade perco o fio da meada!

As palavras rolam pelos cantos

Busco aleatoriamente o teu corpo

Mas, a poesia na primeira estrofe, morre e sofre o desencanto.



És a melhor idéia para escrever!

A palavra mais forte que poderia expressar!

O luar mais intenso que eu vá encontrar.



Mas a inspiração é velocidade que não se alcança

Dom que não me deixa à vontade...

Lenitivo que nunca se importa

Com apego, melancolia lirismo e a saudade.


                  De Carmem Teresa Elias e De Magela

DESCASO

Descaso – a formosura de um verso






Escrevemos por impulso quando o coração está desenfreado;

Por aflição, se o poema surge do nada...

Na condução, no restaurante,

Em pé, e no silêncio da madrugada.



Escrevemos qualquer momento lírico.

Na dificuldade, no contentamento, muitas vezes sem palavras

A demonstrar a paúna da alma inchada...

E o seu sofrimento.



Chega à aflição rápido demais e não dá tempo de apontar.

Assim vem logo uma inquietação...!

Inflável feito balão

E a mente não quer gravar.



Agora, quando sai o grito, escrevemos mais reformados...

Em Copacabana ou no Leblon, associando às escondidas,

Pensamentos desfigurados,

E levamos o caderninho de lado.



Não tem contexto a formosura de um verso!

Se quem o escreve, inscreve o instante!

O que nos faz gostar mais...

É assim que nos reencontramos, e sentimos o bastante.



Escrever nos vem da dor e do viver...

Catarse e redenção.

No alívio da sua paz...

E não são os poetas o que mais desprezamos...?





O que odiamos é o descaso.

Pois sabendo que o amor e dor caminham juntos.

Para decodificarem o que está escrito, não basta sentir

É preciso sonhar sem refletir.





De Magela e Carmem Teresa Elias.





(Ele dizia que escrever vem da dor, eu dizendo que vinha do impulso. Brigamos. Ponderamos... juntamos tudo).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOCE ENTREGA

DOCE ENTREGA


A entrega mais doce

É o espargir do perfume das flores



Sedução impalpável

Como Almas a libertar-se do corpo

A expandir beleza na forma de amores

Perfumes de flores

São sonhos, da vida são sabores



As flores se doam

Além de si...



Êxtase

De aroma

A cada novo botão...



 
 
VISITE TAMBÉM  poesiasdecarmemteresa.blogspot.com

segunda-feira, 16 de maio de 2011

TRAGA-ME UMA IDEIA DE SÓ PENSAR EM VOCÊ



Traga-me uma ideia...



Que não seja um ímpeto por escrever.


É minha proposta! Porque nem toda vida cabe num verso...


E a vida é melhor contida em você.






Mas, para dizer que quero te amar, prefiro uma palavra que ninguém conheça...


Sem desdobrar na filosofia: busca de pensamento.


Fazendo com que o verbo, não seja uma ação em nosso acaso, necessitando de elucidação...


Ama-me sem ensinamento!






Porque é assim que as flores revestem desertos...


É assim que uma abundância de neves cobrirá suas areias,


Se o amor for pensado e tão certo


É sentido mais forte do que sangue nas veias.






Traga-me a ideia de só pensar em você!


Já que suas palavras têm o mel da doçura...


Da fuga, sonho e medo...


Porque o amor em si, já é uma loucura.



De Magela e Carmem Teresa Elias

AMOR SE CRIA















O amor se cria...

Das próprias histórias que criamos.

De palavras que usamos, todas às vezes, que o inventamos...

Como um acaso num achado que não se liga.


E que aos poucos...

Separamos e juntamos,

Em nossos momentos vividos,

Quando em nós o silêncio vive mais íntimo.


Esqueça a lua apaixonada!

Alma gêmea nem sempre é o par ideal.

Nem sempre consegue transpor a ilusão

Numa emoção, e sentir.


Solte a voz na poesia e,

Componha novamente.

Quando disser que me ama,

Será o amor criando o amor mais eloquente!




Carmem Teresa Elias e De Magela

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MANHÃS DE AMORAS

MANHÃS DE AMORAS


Toda manhã surge instintivamente...

Luz sem pretensão

Invasão por mero acaso



O horizonte não faz distinção de horas

Saboreia a maturação do tempo

Como flores que esperam os frutos no pomar



A colheita virá...

Azul e vermelho se desdobram no olhar

Certeza anunciada!



O sabor das amoras se espalha no ar

E os sumos do dia se devoram

Com o gosto de um  momento único



Assim também se faz o seu beijo:

Instinto sem pretensão

Acaso que amadurece em paixão!